Fazenda Serraria adota biológicos, rotação de culturas e recuperação ambiental para alavancar produção
Mesmo diante de eventos climáticos adversos que impactaram as produções do agronegócio, a Fazenda Serraria, em Jaú (SP), cresceu em produtividade e na qualidade da cana. A produção registrou recorde histórico de ATR em 2025, alcançando 155 quilos por tonelada de cana. O resultado é atribuído à transição para um modelo de produção regenerativa conduzido pelo produtor Guilherme Matar Longo.
A propriedade cultiva cerca de 275 hectares de cana-de-açúcar e também abriga extensas áreas de preservação permanente (APPs), integrando produção agrícola e conservação ambiental. A transição para práticas regenerativas já apresenta impactos consistentes tanto no desempenho agronômico quanto na resiliência do sistema.
O foco do manejo está na saúde da microbiota do solo. A fazenda ampliou o uso de insumos biológicos, fixadores naturais de nitrogênio, extratos vegetais e aplicação de matéria orgânica. A rotação de culturas com mix de grãos e plantas de cobertura complementa a estratégia, favorecendo a estruturação do solo, aumento da matéria orgânica e maior equilíbrio nutricional.
O sistema produtivo inclui ainda manejo integrado de pragas, controle biológico e logística reversa de embalagens e defensivos. Tecnologias de precisão passaram a ser empregadas para reduzir a compactação do solo e otimizar o consumo de diesel, trazendo ganhos operacionais e ambientais.
Paralelamente à lavoura, a fazenda investe na recuperação ambiental, com reflorestamento de APPs, proteção de nascentes e introdução de biodiversidade funcional nas áreas produtivas.
A experiência indica que a combinação entre biologia do solo, diversificação de culturas e tecnologia de manejo pode aumentar a eficiência da canavicultura, reduzir vulnerabilidades climáticas e elevar indicadores industriais, como o ATR, reforçando a tendência de que produtividade e regeneração devem caminhar juntas no campo.

Foto: arquivo pessoal