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Regeneração em larga escala fortalece posição da Agropecuária Tibagi nas cadeias globais

Solo com índice 9,3 e governança auditada sustentam fornecimento estratégico para indústrias de alimentos e valorizam produção

 

Na fazenda da Agropecuária Tibagi, no Paraná, hoje se colhe mais do que grãos. Há um valor imaterial que vem da lavoura que não é visto a olho nu, mas que impulsiona os negócios e valoriza a produção: o investimento em sustentabilidade.

Com mais de 100 anos de existência, o olhar para o meio ambiente sempre fez parte da história da empresa. As práticas sustentáveis foram escalonando e hoje a propriedade toda trabalha com agricultura regenerativa em larga escala, mantendo uma operação altamente profissionalizada e conectada às exigências dos mercados internacionais.

Ao todo, são aproximadamente 2.500 hectares dedicados à produção de grãos, com foco em soja, milho, aveia, trigo e cevada voltados principalmente à alimentação humana. A empresa mantém parcerias com grandes players globais e integra cadeias produtivas de alto padrão. Parte da cevada é comercializada por meio de cooperativas para produção de malte, e a produção de aveia abastece grandes indústrias de alimentação saudável. A matéria-prima também integra produtos amplamente conhecidos do consumidor brasileiro, como pães especiais e bombons achocolatados.

A profissionalização da gestão é um dos pilares do negócio. A operação conta com diversas certificações de sustentabilidade e passa por auditorias semestrais, reforçando governança, rastreabilidade e conformidade socioambiental, fatores cada vez mais determinantes para acessar mercados exigentes.

Solo vivo, produção pujante

Um dos principais indicadores do avanço técnico da fazenda é a qualidade do solo. Avaliações conduzidas pela Embrapa de atividade enzimática (BioAS), apontaram índice 9,3, refletindo manejo consistente e foco na saúde do solo e sistema produtivo.

O resultado é reflexo de muitos estudos. Desde 2018, a propriedade realiza análises metagenômicas para mapear a diversidade de bactérias e fungos presentes no solo. A partir de 2021, intensificou estudos de atividade enzimática, profundidade radicular e reciclagem de nutrientes, além de monitorar índices pouco usuais no campo, como salinidade e possíveis níveis de intoxicação por fertilizantes químicos.

Esse conjunto de dados técnicos sustenta a migração para um modelo regenerativo estruturado, adotado oficialmente a partir de 2021. A estratégia produtiva parte do conceito de diversidade: em dois anos, a fazenda cultiva ao menos cinco tipos diferentes de raízes, repetindo no máximo duas vezes a mesma cultura, respeitando princípios internacionais de diversificação.

A diversidade também se aplica ao uso de bactérias, bioinsumos e fertilizantes de origem predominantemente mineral e orgânico, escolhidos de forma criteriosa para reduzir impactos e estimular a atividade microbiológica. O uso crescente de biológicos permite economia de defensivos e maior equilíbrio do sistema.

Esse olhar para a importância da pluralidade atinge também a dimensão social, incluindo valorização e diversidade entre colaboradores.

Além da agricultura, a empresa mantém produção de genética Angus e ovinos, integrando lavoura e pecuária. Cem por cento da compostagem animal retorna às áreas agrícolas, fechando ciclos produtivos e reduzindo a dependência externa de insumos.

A partir de setembro, a pecuária iniciará migração completa para o sistema silvipastoril, ampliando a integração entre árvores, pastagem e animais. O movimento reforça o compromisso com recuperação florestal, biodiversidade funcional e avanço em modelos de baixo carbono, sendo que a empresa já integra o programa de trigo de baixo carbono da Embrapa.

Escala com regeneração

O diferencial da Agropecuária Tibagi está na combinação entre escala, rigor técnico e inserção de mercado. Empresas globais de alimentos buscam fornecedores capazes de comprovar práticas sustentáveis com dados, rastreabilidade e auditoria.

Após mais de cem anos de história, a empresa demonstra que tradição e inovação podem caminhar juntas, e que regenerar é uma estratégia de longo prazo, para que mais 100 anos de história de produção com qualidade sejam comemorados, seguindo para gerações futuras. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotos: Rodrigo Arnt

Foto de capa: Henry Milleo