[{"id":30373,"date":"2026-09-24T08:00:15","date_gmt":"2026-09-24T08:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/fera.agr.br\/?p=30373"},"modified":"2026-07-06T17:44:08","modified_gmt":"2026-07-06T17:44:08","slug":"courageous-land-aposta-na-agrofloresta-regenerativa-como-estrategia-de-producao-e-conservacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fera.agr.br\/courageous-land-aposta-na-agrofloresta-regenerativa-como-estrategia-de-producao-e-conservacao\/","title":{"rendered":"Courageous Land aposta na agrofloresta regenerativa como estrat\u00e9gia de produ\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Projetos desenvolvidos desde 2011 combinam esp\u00e9cies nativas, recupera\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica e produ\u00e7\u00e3o de alimentos e madeiras<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na Courageous Land, a produ\u00e7\u00e3o regenerativa n\u00e3o surgiu como uma tend\u00eancia recente, mas como princ\u00edpio fundador. Desde 2011, os projetos agroflorestais desenvolvidos pela organiza\u00e7\u00e3o foram estruturados a partir da ideia de produzir alimentos e madeiras de forma integrada aos processos naturais, \u00e0 regenera\u00e7\u00e3o ambiental e ao enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, independentemente da regi\u00e3o ou das esp\u00e9cies cultivadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O trabalho \u00e9 baseado em agroflorestas sucessionais, modelo que combina diferentes esp\u00e9cies ao longo do tempo e incorpora \u00e1rvores nativas regionais \u00e0 din\u00e2mica produtiva. Segundo Gilberto Terra, head de agroflorestas da Courageous Land, essa l\u00f3gica permite que a produ\u00e7\u00e3o v\u00e1 al\u00e9m do aspecto econ\u00f4mico e gere impactos positivos sobre o solo, a \u00e1gua, a biodiversidade e a paisagem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m do uso priorit\u00e1rio de insumos org\u00e2nicos e do manejo voltado \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o ambiental, os sistemas implantados pela Courageous Land contribuem para a preserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, como a ju\u00e7ara (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Euterpe edulis<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">), o jacarand\u00e1-da-bahia (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Dalbergia nigra<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">) e o jequitib\u00e1-rosa (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Cariniana legalis<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">). Os projetos tamb\u00e9m favorecem o aumento da cobertura arb\u00f3rea, a circula\u00e7\u00e3o de animais nativos e os processos naturais de regenera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas onde atuam. A organiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m desenvolve tecnologias para o planejamento e a gest\u00e3o de agroflorestas, contribuindo para ampliar a efici\u00eancia e a viabilidade desses modelos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os impactos percebidos no manejo e na produtividade j\u00e1 aparecem de forma concreta. Entre os principais resultados observados est\u00e3o a redu\u00e7\u00e3o de custos com insumos agr\u00edcolas, a menor incid\u00eancia de problemas fitossanit\u00e1rios e o fortalecimento da capacidade dos sistemas produtivos de enfrentar os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar dos benef\u00edcios, Gilberto Terra destaca que a agricultura regenerativa exige planejamento t\u00e9cnico e estrat\u00e9gia comercial. Segundo ele, o car\u00e1ter \u201cregenerativo\u201d de um produto, com ou sem certifica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o garante sozinho a viabilidade econ\u00f4mica do neg\u00f3cio, especialmente em sistemas de policultivo agroflorestal, que demandam maior capacidade de gest\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para produtores que desejam iniciar a transi\u00e7\u00e3o, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 come\u00e7ar de forma gradual. \u201cA transi\u00e7\u00e3o mediada pelo aprendizado \u00e9 muito menos arriscada do que uma mudan\u00e7a abrupta\u201d, afirma. O conselho \u00e9 iniciar a pr\u00e1tica em pequenas \u00e1reas e priorizar, inicialmente, a produ\u00e7\u00e3o voltada ao consumo da pr\u00f3pria fam\u00edlia ou da equipe da fazenda, permitindo que o processo aconte\u00e7a com mais seguran\u00e7a e adapta\u00e7\u00e3o ao longo do tempo.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-30376 aligncenter\" src=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/CL-Amazonia2022-1066-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"791\" height=\"527\" srcset=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/CL-Amazonia2022-1066-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/CL-Amazonia2022-1066-300x200.jpg 300w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/CL-Amazonia2022-1066-768x512.jpg 768w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/CL-Amazonia2022-1066-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/CL-Amazonia2022-1066-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 791px) 100vw, 791px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fotos: Courageous Land<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projetos desenvolvidos desde 2011 combinam esp\u00e9cies nativas, recupera\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica e produ\u00e7\u00e3o de alimentos e madeiras Na Courageous Land, a produ\u00e7\u00e3o regenerativa n\u00e3o surgiu como uma tend\u00eancia recente, mas como princ\u00edpio fundador. 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Desde o in\u00edcio dos anos 2000, a propriedade vem construindo um modelo de produ\u00e7\u00e3o baseado no cuidado com o solo, a \u00e1gua e a biodiversidade, muito antes de o conceito de agricultura regenerativa ganhar for\u00e7a no setor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A preserva\u00e7\u00e3o das nascentes, o cuidado com o solo e o inc\u00f4modo com o uso excessivo de herbicidas sempre estiveram presentes no manejo da fazenda. Em uma \u00e1rea que antes era ocupada apenas por pastagem degradada, a fam\u00edlia come\u00e7ou a recuperar matas ciliares, plantar \u00e1rvores frut\u00edferas pr\u00f3ximas aos cafezais e reconstruir o equil\u00edbrio da paisagem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A mudan\u00e7a mais profunda veio entre 2016 e 2017, quando o Campo M\u00edstico implantou os primeiros sistemas agroflorestais com caf\u00e9 sombreado. Na \u00e9poca, o modelo ainda era visto com desconfian\u00e7a no setor cafeeiro. Mas a observa\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica j\u00e1 mostrava um caminho diferente. Os caf\u00e9s produzidos pr\u00f3ximos \u00e0s \u00e1reas de mata apresentavam bebida mais complexa, plantas mais saud\u00e1veis e frutos mais doces.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje, a propriedade trabalha com diferentes modelos de agrofloresta, combinando caf\u00e9 com \u00e1rvores nativas, frut\u00edferas e \u00e1reas restauradas. O resultado aparece tanto na paisagem quanto na produ\u00e7\u00e3o. Segundo Valmor, os cafeeiros em ambientes mais equilibrados sofrem menos estresse clim\u00e1tico e direcionam mais energia para a forma\u00e7\u00e3o dos frutos, o que se reflete diretamente na qualidade da bebida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m do caf\u00e9, o processo regenerativo transformou a din\u00e2mica ambiental da propriedade. Um rio que antes era apenas um pequeno filete de \u00e1gua passou a manter fluxo constante ap\u00f3s a recupera\u00e7\u00e3o da mata ciliar e o isolamento das \u00e1reas de nascente. Em parceria com vizinhos e com apoio da Associa\u00e7\u00e3o Copa\u00edba, a fazenda ajudou a criar um corredor ecol\u00f3gico conectando fragmentos de mata nativa da regi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A biodiversidade ganhou ainda mais for\u00e7a com a introdu\u00e7\u00e3o de abelhas nativas sem ferr\u00e3o. O que come\u00e7ou com quatro caixas em um projeto de reflorestamento se transformou em mais de 30 colmeias na propriedade. Al\u00e9m da preserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies e da contribui\u00e7\u00e3o para a poliniza\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o de mel e pr\u00f3polis passou a integrar a renda da fazenda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No manejo agr\u00edcola, a regenera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m trouxe mais autonomia. A propriedade reduziu drasticamente a depend\u00eancia de insumos externos, produzindo biofertilizantes e utilizando mat\u00e9ria org\u00e2nica obtida localmente. Para Valmor, esse modelo fortalece n\u00e3o apenas a sustentabilidade ambiental, mas tamb\u00e9m a seguran\u00e7a econ\u00f4mica da produ\u00e7\u00e3o diante das oscila\u00e7\u00f5es do mercado global de fertilizantes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mais do que uma escolha de nicho, o produtor acredita que a regenera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 decisiva para o futuro da cafeicultura, especialmente nas regi\u00f5es de montanha. Hoje, onde antes havia pasto degradado, o Campo M\u00edstico cultiva caf\u00e9 em meio \u00e0 floresta, mostrando que produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, restaura\u00e7\u00e3o ambiental e qualidade podem caminhar juntas.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-30370\" src=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/22A1053-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"534\" srcset=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/22A1053-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/22A1053-300x200.jpg 300w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/22A1053-768x512.jpg 768w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/22A1053-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/22A1053-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fotos : Carlos Cubi<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Bueno Brand\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 sombreado, recupera\u00e7\u00e3o de nascentes e agroflorestas transformaram uma antiga \u00e1rea de pastagem degradada O Caf\u00e9 Campo M\u00edstico, em Bueno Brand\u00e3o (MG), foi idealizado por Valmor Santos Filho e sua parceira Adriane Freddi dos Santos. 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Eles compartilharam hist\u00f3rias sobre como investiram na transforma\u00e7\u00e3o e na recupera\u00e7\u00e3o ambiental de suas terras e transformaram a sustentabilidade das propriedades em uma nova fonte de renda, atraindo observadores de aves e turistas de natureza do Brasil e do exterior. O bate-papo foi mediado por Guto Carvalho, criador e organizador do Avistar Brasil, Alexandre Mansur, diretor de projetos do O Mundo que Queremos, e Ros\u00e9li Azi Nascimento, presidente da Associa\u00e7\u00e3o TOVS.<\/p>\n<p>Empres\u00e1rio do turismo e atual presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) de Alta Floresta e representante da TOVS no estado do Mato Grosso, Fern\u00e3o Prado falou sobre a transforma\u00e7\u00e3o da Fazenda Anac\u00e3, em Alta Floresta (MT), em um exemplo de territ\u00f3rio produtivo m\u00faltiplo. H\u00e1 12 anos investindo no modelo, ele integra pecu\u00e1ria, energia solar, conserva\u00e7\u00e3o e turismo de observa\u00e7\u00e3o de vida silvestre em uma mesma propriedade.<\/p>\n<p>&#8220;Passamos a olhar para a fazenda como um territ\u00f3rio m\u00faltiplo. O turismo \u00e9 feito pelas \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente, sem precisar abrir uma porteira al\u00e9m do acesso principal. As trilhas viraram aceiros que ajudam na conserva\u00e7\u00e3o da \u00e1rea&#8221;, explicou Fern\u00e3o. Segundo ele, a fazenda tamb\u00e9m desenvolveu uma RPPN (Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural) e criou corredores ecol\u00f3gicos conectando fragmentos de floresta que antes estavam isolados. &#8220;Um local que antes produzia s\u00f3 em parte, hoje \u00e9 produtivo por inteiro: temos pecu\u00e1ria na \u00e1rea aberta, 12 hectares arrendados para energia solar e, nas \u00e1reas verdes, o turismo de observa\u00e7\u00e3o&#8221;, detalhou.<\/p>\n<p>Ele explica que o investimento tamb\u00e9m impulsiona a economia e gera\u00e7\u00e3o de empregos. \u201cCom o turismo j\u00e1 geramos 8 empregos, e isso impulsiona tamb\u00e9m a conserva\u00e7\u00e3o e valoriza a propriedade, que ganha valor agregado por ter ambientes que se destacam&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Co-fundadora do Jardim da Amaz\u00f4nia Lodge, diretora regional da TOVS Centro-Oeste e idealizadora da Esta\u00e7\u00e3o de Pesquisas Jardim da Amaz\u00f4nia, Raquel Zanchet tamb\u00e9m compartilhou a experi\u00eancia em turismo de observa\u00e7\u00e3o de vida silvestre. Zanchet conecta turismo de natureza, pesquisa cient\u00edfica e conserva\u00e7\u00e3o em uma propriedade situada numa zona de transi\u00e7\u00e3o entre Amaz\u00f4nia e Cerrado, em Mato Grosso. &#8220;Estamos numa \u00e1rea de transi\u00e7\u00e3o entre a Amaz\u00f4nia e o Cerrado, o que traz um n\u00famero muito grande de esp\u00e9cies&#8221;, contou Raquel. O empreendimento, constru\u00eddo nos anos 1980, passou por diferentes fases produtivas at\u00e9 chegar ao turismo. &#8220;Come\u00e7amos com a extra\u00e7\u00e3o de madeira, depois migramos para a piscicultura e os peixes trouxeram mais aves, que atra\u00edram muitos observadores. Foi assim que decidimos abrir um hotel&#8221;, relatou. Hoje, a propriedade oferece tr\u00eas trilhas para observa\u00e7\u00e3o: do macaco-aranha, do jatob\u00e1 e da lagoa. O local tamb\u00e9m sedia uma esta\u00e7\u00e3o de pesquisas que une ci\u00eancia e conserva\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia tur\u00edstica.<\/p>\n<p>Associado da FERA, o produtor rural e idealizador do Caf\u00e9 Campo M\u00edstico, Valmor Santos Filho, falou sobre os 20 anos de hist\u00f3ria na cafeicultura de montanha, em em Bueno Brand\u00e3o (MG), que hoje desponta com um modelo produtivo regenerativo. Desde 2017, a propriedade passou a unir a produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 \u00e0 agrofloresta &#8220;Hoje temos um sistema agroflorestal, de agricultura regenerativa, o que nos traz uma satisfa\u00e7\u00e3o enorme, al\u00e9m de toda a recupera\u00e7\u00e3o ambiental que fizemos na propriedade&#8221;, relatou Valmor.<\/p>\n<p>A regenera\u00e7\u00e3o ambiental trouxe um efeito valioso para o neg\u00f3cio: a volta da fauna. &#8220;Com esse trabalho de agricultura regenerativa, come\u00e7aram a aparecer muitos bichos e p\u00e1ssaros, por causa da diversidade que criamos&#8221;, disse. A propriedade, a 160 km de S\u00e3o Paulo, hoje soma produ\u00e7\u00e3o, torrefa\u00e7\u00e3o, consultoria e turismo. &#8220;Fazemos turismo de acordo com a \u00e9poca produtiva: turismo da colheita, turismo da torra&#8230; E tamb\u00e9m fomentamos o com\u00e9rcio local de produ\u00e7\u00f5es artesanais, como queijo e geleia&#8221;, contou.<\/p>\n<p>Lu\u00eds Gonzaga Truzzi, o Zaga, \u00e9 propriet\u00e1rio da Pousada da Fazenda, localizada no munic\u00edpio de Monte Alegre do Sul\/SP e erguida sobre a Fazenda Santa Isabel, antiga fazenda de caf\u00e9 do fim do s\u00e9culo XIX. O que come\u00e7ou como uma pousada rural comum se transformou, aos poucos, em um o\u00e1sis para observadores de aves. Tudo come\u00e7ou quando ele passou a tratar beija-flores para atra\u00ed-los \u00e0 propriedade e percebeu o surgimento de esp\u00e9cies diferentes e interessantes na regi\u00e3o. Ao divulgar fotos em sites de observa\u00e7\u00e3o de p\u00e1ssaros, outros observadores come\u00e7aram a se interessar pelo local. &#8220;Percebi um nicho de turismo muito promissor&#8221;, resumiu. Hoje, o local \u00e9 um dos principais destinos tur\u00edsticos do pa\u00eds para os amantes da observa\u00e7\u00e3o. &#8220;Nunca achei que fosse receber gente para fotografar aqui. Hoje vem gente do mundo inteiro: China, Vietn\u00e3, Estados Unidos&#8221;, contou Zaga.<\/p>\n<p>As quatro experi\u00eancias refor\u00e7am que investir em modelos sustent\u00e1veis de neg\u00f3cios e produtivos abrem caminhos para outras frentes de empreendedorismo com o turismo de observa\u00e7\u00e3o de natureza e turismo rural, gerando emprego, renda e valoriza\u00e7\u00e3o da terra sem competir com a atividade produtiva original.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Live promovida pela FERA, Avistar e TOVS reuniu produtores de Mato Grosso, S\u00e3o Paulo e Minas Gerais para debater como a biodiversidade recuperada nas propriedades rurais est\u00e1 virando neg\u00f3cio A\u00a0Frente Empresarial para a Regenera\u00e7\u00e3o da Agricultura (FERA)\u00a0promoveu, em parceria com a\u00a0Avistar\u00a0e a\u00a0Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Turismo de Observa\u00e7\u00e3o de Vida Silvestre\u00a0(TOVS), um bate-papo ao vivo sobre [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":32148,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-32147","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32147","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32147"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32147\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32149,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32147\/revisions\/32149"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32148"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32147"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32147"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32147"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}},{"id":30363,"date":"2026-08-28T08:00:43","date_gmt":"2026-08-28T08:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/fera.agr.br\/?p=30363"},"modified":"2026-09-03T17:41:01","modified_gmt":"2026-09-03T17:41:01","slug":"a-aposta-na-agrofloresta-para-transformar-a-bananicultura-no-vale-do-ribeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fera.agr.br\/a-aposta-na-agrofloresta-para-transformar-a-bananicultura-no-vale-do-ribeira\/","title":{"rendered":"A aposta na agrofloresta para transformar a bananicultura no Vale do Ribeira"},"content":{"rendered":"<p><strong><i>Em Registro (SP), projeto busca provar que sistemas agroflorestais em larga escala podem competir com o modelo convencional<\/i><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando se mudou de S\u00e3o Paulo para uma fazenda em Registro, no Vale do Ribeira, em 2016, Eduardo Valdetaro assumiu a gest\u00e3o de um bananal convencional j\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o. O contato direto com o uso de defensivos no cultivo foi o ponto de partida para uma mudan\u00e7a de rumo. Ap\u00f3s dois anos buscando alternativas e realizando testes para reduzir os insumos qu\u00edmicos, encontrou na agrofloresta sintr\u00f3pica o modelo que daria origem \u00e0 Sana Floresta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O projeto nasceu com uma proposta ambiciosa: demonstrar que sistemas agroflorestais em larga escala podem ser produtivos, eficientes e economicamente competitivos frente \u00e0s monoculturas de banana predominantes na regi\u00e3o. Hoje, o cultivo combina banana-ma\u00e7\u00e3 princesa, ju\u00e7ara, cacau e cupua\u00e7u com outras esp\u00e9cies frut\u00edferas e madeireiras, formando um sistema diversificado que busca unir regenera\u00e7\u00e3o ambiental e viabilidade econ\u00f4mica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao longo dos \u00faltimos seis anos, a \u00e1rea cultivada cresceu de 9 para 20 hectares. Segundo Eduardo, a pr\u00f3pria din\u00e2mica produtiva da agrofloresta impulsionou essa expans\u00e3o. A banana, que ocupa o primeiro est\u00e1gio do sistema, gera retorno financeiro mais r\u00e1pido e ajuda a financiar novas \u00e1reas plantadas, enquanto esp\u00e9cies de crescimento mais lento se desenvolvem sob a sombra das bananeiras at\u00e9 assumirem protagonismo nas pr\u00f3ximas etapas da sucess\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m da diversifica\u00e7\u00e3o, o modelo da Sana Floresta aposta em efici\u00eancia produtiva. O manejo utiliza mat\u00e9ria org\u00e2nica proveniente das podas, esterco compostado e variedades mais resistentes a pragas, buscando reduzir custos e evitar que os produtos agroflorestais se tornem restritos a nichos de mercado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 cerca de um ano, a produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m passou a ser comercializada diretamente ao consumidor na feira do Varej\u00e3o da Companhia de Entrepostos e Armaz\u00e9ns Gerais de S\u00e3o Paulo (CEAGESP). Para Eduardo, controlar as etapas de produ\u00e7\u00e3o e venda ajuda a aproximar consumidores da l\u00f3gica por tr\u00e1s dos alimentos produzidos em sistemas regenerativos. A proposta \u00e9 democratizar o acesso aos org\u00e2nicos, oferecendo frutas sem produtos qu\u00edmicos a pre\u00e7os equivalentes aos dos produtos convencionais, sem restringir esse consumo a nichos de mercado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar dos desafios t\u00e9cnicos, comerciais e operacionais envolvidos na implanta\u00e7\u00e3o de uma agrofloresta org\u00e2nica, ele acredita que os benef\u00edcios compensam: melhora da qualidade do solo, diversifica\u00e7\u00e3o produtiva, gera\u00e7\u00e3o de habitat para a fauna, elimina\u00e7\u00e3o do uso de produtos qu\u00edmicos e produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_30365\" aria-describedby=\"caption-attachment-30365\" style=\"width: 419px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-30365\" src=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-5-768x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"419\" height=\"559\" srcset=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-5-768x1024.jpg 768w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-5-225x300.jpg 225w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-5-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-5-1536x2048.jpg 1536w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-5-scaled.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 419px) 100vw, 419px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-30365\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Eduardo Valdetaro<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_30366\" aria-describedby=\"caption-attachment-30366\" style=\"width: 593px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-30366 \" src=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-6-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"593\" height=\"396\" srcset=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-6-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-6-300x200.jpg 300w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-6-768x512.jpg 768w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-6-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-6.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 593px) 100vw, 593px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-30366\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Eduardo Valdetaro<\/figcaption><\/figure>\n<p>Foto de capa: Marcio Santos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Registro (SP), projeto busca provar que sistemas agroflorestais em larga escala podem competir com o modelo convencional Quando se mudou de S\u00e3o Paulo para uma fazenda em Registro, no Vale do Ribeira, em 2016, Eduardo Valdetaro assumiu a gest\u00e3o de um bananal convencional j\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o. 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Formado por fam\u00edlias vindas de diferentes regi\u00f5es do Brasil, o Reflorestamento Econ\u00f4mico Consorciado e Adensado (RECA) surgiu no fim dos anos 1980, em Nova Calif\u00f3rnia (RO), em um contexto de grandes desafios, marcado pelo isolamento, pela falta de infraestrutura e por um territ\u00f3rio completamente distinto daquele que os produtores conheciam.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Diante da dificuldade de implantar culturas convencionais, como milho, arroz e feij\u00e3o, e da aus\u00eancia de mercado e log\u00edstica para escoamento, os agricultores passaram a observar os sistemas produtivos locais e desenvolver, inicialmente de forma emp\u00edrica, o cultivo consorciado de esp\u00e9cies amaz\u00f4nicas, dando origem a um modelo que hoje \u00e9 reconhecido como sistema agroflorestal (SAF).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Atualmente, o RECA re\u00fane pequenos produtores organizados em associa\u00e7\u00e3o e cooperativa, estruturando um modelo que integra produ\u00e7\u00e3o, beneficiamento e comercializa\u00e7\u00e3o. Cada produtor cultiva em sua propriedade esp\u00e9cies como cupua\u00e7u, a\u00e7a\u00ed, castanha, andiroba e copa\u00edba, entregando a produ\u00e7\u00e3o \u00e0 cooperativa, respons\u00e1vel pelo processamento e pela inser\u00e7\u00e3o no mercado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mais do que um arranjo produtivo, o modelo se sustenta em uma l\u00f3gica de gera\u00e7\u00e3o de renda aliada \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o ambiental. A diversidade de esp\u00e9cies favorece a manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade, a prote\u00e7\u00e3o de nascentes e a melhoria da fertilidade do solo. Um dos pilares desse sistema \u00e9 o reaproveitamento de res\u00edduos agroindustriais, como cascas e sementes, transformados em composto org\u00e2nico e devolvidos \u00e0s \u00e1reas produtivas, fechando ciclos e reduzindo a depend\u00eancia de insumos externos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse conjunto de pr\u00e1ticas tem permitido ganhos consistentes de produtividade por hectare, ao mesmo tempo em que mant\u00e9m a floresta em p\u00e9. Em \u00e1reas com manejo org\u00e2nico, os efeitos s\u00e3o ainda mais evidentes, com maior diversidade biol\u00f3gica e melhor equil\u00edbrio ecol\u00f3gico nas propriedades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao longo dos anos, esse posicionamento tamb\u00e9m abriu portas no mercado. O RECA se consolidou como fornecedor de insumos da sociobiodiversidade para a ind\u00fastria, com destaque para a parceria de mais de duas d\u00e9cadas com a Natura, para fornecimento de manteiga de cupua\u00e7u, uma rela\u00e7\u00e3o constru\u00edda a partir do compromisso socioambiental da cooperativa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar dos avan\u00e7os, o modelo ainda enfrenta desafios relevantes. Quest\u00f5es como pragas e doen\u00e7as nos sistemas agroflorestais, limita\u00e7\u00f5es log\u00edsticas, necessidade de tecnologia para processamento e alta carga tribut\u00e1ria sobre produtos da sociobiodiversidade impactam diretamente a competitividade da produ\u00e7\u00e3o amaz\u00f4nica. Ao mesmo tempo, h\u00e1 uma demanda crescente por pesquisa, inova\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o para fortalecer o sistema.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda assim, a experi\u00eancia do RECA demonstra que a agrofloresta pode ser uma estrat\u00e9gia vi\u00e1vel e escal\u00e1vel de produ\u00e7\u00e3o, desde que planejada de acordo com as condi\u00e7\u00f5es locais e com conhecimento t\u00e9cnico adequado. Mais do que uma alternativa produtiva, o modelo aponta para uma mudan\u00e7a de l\u00f3gica, integrando produ\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o e desenvolvimento econ\u00f4mico em um mesmo sistema.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em um cen\u00e1rio de crescente press\u00e3o sobre os recursos naturais, iniciativas como o RECA refor\u00e7am que \u00e9 poss\u00edvel produzir na Amaz\u00f4nia com base na diversidade, na regenera\u00e7\u00e3o e na constru\u00e7\u00e3o coletiva de solu\u00e7\u00f5es adaptadas ao territ\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_30397\" aria-describedby=\"caption-attachment-30397\" style=\"width: 669px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-30397\" src=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_0593-1024x682.jpg\" alt=\"\" width=\"669\" height=\"446\" srcset=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_0593-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_0593-300x200.jpg 300w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_0593-768x512.jpg 768w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_0593-1536x1023.jpg 1536w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_0593-2048x1364.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 669px) 100vw, 669px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-30397\" class=\"wp-caption-text\">Sede da Cooperativa Agropecu\u00e1ria e Florestal do Projeto Reflorestamento Econ\u00f4mico Consorciado e Adensado (RECA), na BR-364, Km 1071, Distrito de Nova Calif\u00f3rnia, Porto Velho, Rond\u00f4nia. Foto Marizilda Cruppe\/FUNBIO.<\/figcaption><\/figure>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-30398 aligncenter\" src=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_2567-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"675\" height=\"507\" srcset=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_2567-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_2567-300x225.jpg 300w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_2567-768x576.jpg 768w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_2567-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_2567-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 675px) 100vw, 675px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-30399\" src=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_0594-1024x576.jpg\" alt=\"\" width=\"670\" height=\"377\" srcset=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_0594-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_0594-300x169.jpg 300w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_0594-768x432.jpg 768w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_0594-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_0594-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 670px) 100vw, 670px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fotos de arquivo do RECA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Rond\u00f4nia, associa\u00e7\u00e3o de produtores transformou um desafio de adapta\u00e7\u00e3o em um dos modelos mais consolidados de produ\u00e7\u00e3o agroflorestal do pa\u00eds O que hoje \u00e9 refer\u00eancia em sistemas agroflorestais na Amaz\u00f4nia nasceu de uma necessidade concreta de adapta\u00e7\u00e3o. Formado por fam\u00edlias vindas de diferentes regi\u00f5es do Brasil, o Reflorestamento Econ\u00f4mico Consorciado e Adensado (RECA) surgiu [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":30400,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-30396","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30396","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30396"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30396\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30402,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30396\/revisions\/30402"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30400"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30396"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30396"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30396"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}},{"id":30350,"date":"2026-07-30T08:00:56","date_gmt":"2026-07-30T08:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/fera.agr.br\/?p=30350"},"modified":"2026-07-16T15:39:48","modified_gmt":"2026-07-16T15:39:48","slug":"cacau-regenerativo-de-barcarena-pa-vira-chocolate-fino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fera.agr.br\/cacau-regenerativo-de-barcarena-pa-vira-chocolate-fino\/","title":{"rendered":"Cacau regenerativo de Barcarena (PA) vira chocolate fino"},"content":{"rendered":"<h4><b><i>30Empreendedora ribeirinha fundou a Elka Cacau e Chocolate e mostra como a sociobiodiversidade amaz\u00f4nica pode gerar renda, fortalecer comunidades e manter a floresta em p\u00e9<\/i><\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A produ\u00e7\u00e3o de cacau na propriedade de Elka Clara, em Barcarena, no Par\u00e1, por d\u00e9cadas teve destino certo: era vendida in natura para intermedi\u00e1rios na cadeia produtiva que repassavam o produto para outros compradores. Mas h\u00e1 tr\u00eas anos, a produtora resolveu mudar esse destino e ela mesma produzir o pr\u00f3prio chocolate. N\u00e3o foi uma decis\u00e3o f\u00e1cil para quem mora no interior do estado, regi\u00e3o onde o acesso ao mercado ainda \u00e9 um desafio cotidiano, mas foi um passo que abriu portas para uma nova hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A produ\u00e7\u00e3o vem de algumas \u00e1rvores nativas de cacau na pequena propriedade familiar que sempre estiveram l\u00e1. O que mudou foi o olhar sobre elas. A ideia de produzir o pr\u00f3prio chocolate come\u00e7ou ap\u00f3s participar de um curso de fermenta\u00e7\u00e3o promovido pela cooperativa local de a\u00e7a\u00ed. Nele, Elka aprendeu n\u00e3o s\u00f3 a processar o cacau, mas tamb\u00e9m a cuidar dele com outro n\u00edvel de aten\u00e7\u00e3o: como colher sem agredir a \u00e1rvore, como podar, como preservar. \u201cNo curso de fermenta\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha um estudo de preserva\u00e7\u00e3o. O professor veio nos ensinar a fermentar e j\u00e1 nos ensinou a preservar. Foi toda uma aula de conserva\u00e7\u00e3o mesmo\u201d, lembra ela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na primeira fermenta\u00e7\u00e3o, feita na cozinha de casa, notaram que era poss\u00edvel fazer chocolate de qualidade e surgiu a ideia de participar do Chocolat Festival Xingu. Junto com tr\u00eas parceiras, Elka teve uma semana para criar receitas e testou tudo o que p\u00f4de. O resultado surpreendeu. O chocolate foi bem aceito, e ali nasceu a certeza de que valia a pena seguir em frente com a Elka Cacau e Chocolate.<\/span><\/p>\n<p><b>A floresta como sistema produtivo<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A produ\u00e7\u00e3o da Elka Cacau e Chocolate parte do que a pr\u00f3pria floresta oferece. Al\u00e9m do cacau nativo do seu hectare, Elka absorve a produ\u00e7\u00e3o de pequenos agricultores da regi\u00e3o, como cacau, castanha-do-Par\u00e1 e cupua\u00e7u. O que antes seguia direto para fora da regi\u00e3o, sem processamento e sem valor agregado, agora \u00e9 beneficiado localmente e vendido como chocolate.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O manejo adotado \u00e9 inteiramente nativo e regenerativo. N\u00e3o h\u00e1 aduba\u00e7\u00e3o qu\u00edmica nem irriga\u00e7\u00e3o canalizada. A fertilidade do solo vem da pr\u00f3pria folhagem que cai das \u00e1rvores. Nada \u00e9 derrubado. \u201cN\u00e3o tem desmatamento, n\u00e3o tem nenhum tipo de agress\u00e3o \u00e0 natureza. \u00c9 bem mesmo nativa o que n\u00f3s temos aqui\u201d, afirma Elka. A l\u00f3gica consiste em absorver o que a floresta oferece para consumo e retornar o que sobra como res\u00edduo org\u00e2nico. \u201cDe nenhuma forma eu vejo isso como degrada\u00e7\u00e3o. O cuidado que a gente est\u00e1 fazendo hoje, eu vejo como investimento de um futuro melhor.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O produto final carrega essa origem. S\u00e3o chocolates sem conservantes, sem gordura hidrogenada e sem lactose, que incorporam frutas e ingredientes da sociobiodiversidade amaz\u00f4nica e que chegam ao consumidor com rastreabilidade e identidade. Para Elka, consumir esse chocolate \u00e9 um ato de preserva\u00e7\u00e3o. \u201cEle envolve todo o amor, todo o ritual de carinho, de paix\u00e3o pela vida, pela sa\u00fade e pela natureza. Quem adquire um produto da sociobiodiversidade est\u00e1 colaborando com a preserva\u00e7\u00e3o da natureza&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A hist\u00f3ria da Elka Cacau e Chocolate \u00e9 a prova de que a Amaz\u00f4nia tem muito mais a oferecer. Quando a floresta \u00e9 tratada como patrim\u00f4nio produtivo, e n\u00e3o como obst\u00e1culo, ela gera oportunidades. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Para ela, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">investir nos produtos da sociobiodiversidade \u00e9 investir em sa\u00fade, em soberania alimentar e em dignidade para quem vive nas margens do rio. \u201cEu vejo um futuro melhor para quem \u00e9 ribeirinho atrav\u00e9s do nosso trabalho e atrav\u00e9s da pr\u00f3pria comunidade se unindo em prol do bem-estar de todos.\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-30352 aligncenter\" src=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-03-18-at-08.49.53-1024x576.jpeg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-03-18-at-08.49.53-1024x576.jpeg 1024w, 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fortalece produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica com algod\u00e3o cultivado em cons\u00f3rcio"},"content":{"rendered":"<p><strong><i>Associa\u00e7\u00e3o re\u00fane agricultores familiares, amplia o acesso \u00e0 certifica\u00e7\u00e3o org\u00e2nica e aposta em sistemas regenerativos para unir conserva\u00e7\u00e3o ambiental, produ\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de renda<\/i><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica no Sert\u00e3o Central do Cear\u00e1 tem ganhado for\u00e7a a partir do trabalho desenvolvido pela Associa\u00e7\u00e3o Participativa Agroecologia (ACEPA), um Organismo Participativo de Avalia\u00e7\u00e3o da Conformidade (OPAC). Fundada em 2012 e credenciada junto ao Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (MAPA) desde 2014, a associa\u00e7\u00e3o atua na certifica\u00e7\u00e3o participativa da produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica de agricultores familiares, fortalecendo modelos produtivos voltados \u00e0 regenera\u00e7\u00e3o ambiental, \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio e \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do acesso a mercados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com sede no Assentamento Conquista da Liberdade, Maraquet\u00e1, em Quixeramobim, a ACEPA re\u00fane dezenas de agricultores e agricultoras certificados, organizados em n\u00facleos municipais no Sert\u00e3o Central cearense e no Vale do Jaguaribe. A associa\u00e7\u00e3o surgiu com o objetivo de tornar a certifica\u00e7\u00e3o org\u00e2nica mais acess\u00edvel para fam\u00edlias agricultoras e abrir novas oportunidades de comercializa\u00e7\u00e3o, especialmente para o algod\u00e3o agroecol\u00f3gico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A retomada do cultivo do algod\u00e3o em sistemas agroecol\u00f3gicos foi uma das principais apostas das fam\u00edlias ligadas \u00e0 associa\u00e7\u00e3o. O cultivo \u00e9 realizado em cons\u00f3rcio com outras culturas, sempre adaptado \u00e0 realidade e ao potencial produtivo de cada propriedade. Entre as pr\u00e1ticas adotadas est\u00e3o o plantio em faixas e em curvas de n\u00edvel, estrat\u00e9gia que ajuda a evitar eros\u00e3o e preservar a qualidade do solo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O trabalho \u00e9 conduzido principalmente por agricultores familiares e fam\u00edlias assentadas da reforma agr\u00e1ria, que desenvolvem sistemas produtivos sem o uso de produtos qu\u00edmicos para controle de pragas. Em vez disso, o manejo busca fortalecer o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico das \u00e1reas cultivadas. Os restos culturais, por exemplo, n\u00e3o s\u00e3o queimados, mas reaproveitados como mat\u00e9ria org\u00e2nica, contribuindo para melhorar a fertilidade do solo e aumentar a qualidade e a quantidade da produ\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Francisco Jos\u00e9 de Sousa Pinheiro, integrante da coordena\u00e7\u00e3o geral do OPAC, esse modelo tamb\u00e9m ajuda a reduzir naturalmente a presen\u00e7a de pragas indesej\u00e1veis. \u201cO pr\u00f3prio ecossistema se encarrega de fazer esse controle natural\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m do trabalho de certifica\u00e7\u00e3o, a ACEPA tamb\u00e9m atua na assist\u00eancia t\u00e9cnica \u00e0s fam\u00edlias agricultoras, no apoio \u00e0 regulariza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica e no fortalecimento da comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos. A associa\u00e7\u00e3o ainda incentiva iniciativas ligadas \u00e0 economia solid\u00e1ria, ao manejo sustent\u00e1vel do meio ambiente e \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres no campo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para os produtores, a regenera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m representa uma estrat\u00e9gia de fortalecimento econ\u00f4mico. O modelo agroecol\u00f3gico vem contribuindo para ampliar o acesso a mercados mais justos e valorizar os produtos cultivados pelas fam\u00edlias agricultoras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A experi\u00eancia da ACEPA mostra como sistemas agroecol\u00f3gicos e regenerativos podem integrar conserva\u00e7\u00e3o ambiental, fortalecimento comunit\u00e1rio e gera\u00e7\u00e3o de renda no semi\u00e1rido cearense. \u201cVale muito a pena investir nesse sistema, pois \u00e9 poss\u00edvel alinhar retornos financeiros com ganhos ambientais\u201d, resume Francisco Jos\u00e9 de Sousa Pinheiro.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-30360 aligncenter\" src=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-771x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"353\" height=\"469\" srcset=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-771x1024.jpg 771w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-226x300.jpg 226w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-768x1021.jpg 768w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-1156x1536.jpg 1156w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes.jpg 1204w\" sizes=\"auto, (max-width: 353px) 100vw, 353px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-30359 aligncenter\" src=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-2-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"419\" height=\"314\" srcset=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-2-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-2-768x576.jpg 768w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-2-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Foto-de-Larissa-Magalhaes-2.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 419px) 100vw, 419px\" \/><\/p>\n<p>Fotos de arquivo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Associa\u00e7\u00e3o re\u00fane agricultores familiares, amplia o acesso \u00e0 certifica\u00e7\u00e3o org\u00e2nica e aposta em sistemas regenerativos para unir conserva\u00e7\u00e3o ambiental, produ\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de renda A produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica no Sert\u00e3o Central do Cear\u00e1 tem ganhado for\u00e7a a partir do trabalho desenvolvido pela Associa\u00e7\u00e3o Participativa Agroecologia (ACEPA), um Organismo Participativo de Avalia\u00e7\u00e3o da Conformidade (OPAC). 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O h\u00e1bito ensina que, depois de retirar a polpa branca e \u00e1cida do fruto, as am\u00eandoas v\u00e3o direto para o lixo. Mas uma tradi\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia de ribeirinhos no Par\u00e1 mudou o destino dessa sobra. Elias Flexa, morador de Porto de Moz (PA), aprendeu com a m\u00e3e a ver valor ao que antes era descartado. \u201cEla juntava as sementes, secava, torrava e fazia chocolate para consumo da fam\u00edlia\u201d, lembra. Uma receita simples, dom\u00e9stica, quase esquecida. Foi essa mem\u00f3ria que, no meio da pandemia, veio \u00e0 mente de Elias e virou neg\u00f3cio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante o per\u00edodo de isolamento causado pela COVID, Elias retomou a pr\u00e1tica da m\u00e3e. \u201cA gente comprava cacau de agricultores da regi\u00e3o, secava, torrava e fazia chocolate quente. A\u00ed veio a pandemia, e eu lembrei que t\u00ednhamos \u00e1rvores de cupua\u00e7u aqui e comecei a fazer igual a minha m\u00e3e fazia\u201d, conta Elias. O h\u00e1bito permaneceu e, depois, j\u00e1 sem o distanciamento social, quando recebia visitas em casa ele moldava o produto em formas e cortava em barras para dar de presente. A pergunta que surgiu foi natural: por que n\u00e3o transformar isso em renda?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi preciso bastante pesquisa e cursos sobre como produzir chocolates finos, at\u00e9 que em 2022, com investimento na compra de uma m\u00e1quina port\u00e1til para refino com capacidade de apenas 3 quilos, nasceu a Cacau Sonho Verde. O portf\u00f3lio hoje conta com cerca de 20 produtos, entre eles a estrela da marca: o \u201ccupulate\u201d, nome criado pelo pr\u00f3prio Elias para o chocolate feito com am\u00eandoas de cupua\u00e7u, uma combina\u00e7\u00e3o de sabores que mistura a identidade amaz\u00f4nica com a tradi\u00e7\u00e3o chocolateira.<\/span><\/p>\n<p><b>Da floresta para a f\u00e1brica<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A mat\u00e9ria-prima da Cacau Sonho Verde n\u00e3o vem de uma fazenda pr\u00f3pria. Elias n\u00e3o tem plantio. Todo o cacau e todo o cupua\u00e7u utilizados na produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o comprados de pequenos agricultores familiares da regi\u00e3o de Porto de Moz, com quem ele construiu parcerias diretas. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA produ\u00e7\u00e3o de cupua\u00e7u na cidade \u00e9 grande. Mas o pessoal aproveitava s\u00f3 a polpa. A semente era jogada fora. Eu resolvi fazer o trabalho de aproveitar essas am\u00eandoas. O que era descartado vira renda e valoriza o produto\u201d, explica Elias. Na l\u00f3gica da sociobiodiversidade, esse aproveitamento integral do fruto \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de preserva\u00e7\u00e3o, pois valoriza o produto local e d\u00e1 mais uma fonte de renda ao produtor familiar. \u201c\u00c9 fundamental para preservar o meio ambiente e diminuir o \u00eaxodo rural. O pequeno agricultor que tem renda deixa de vender a terra para grandes produtores que transformam tudo em pasto. Nossa preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 manter a floresta em p\u00e9 e fortalecer a economia local&#8221;, diz.<\/span><\/p>\n<p><b>Desafios de quem cresce na Amaz\u00f4nia<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Cacau Sonho Verde cresce, mas ainda produz abaixo da capacidade instalada. O gargalo n\u00e3o est\u00e1 na m\u00e1quina nem na mat\u00e9ria-prima, mas no acesso ao mercado. Para vender fora da regi\u00e3o, e at\u00e9 em outros estados, os produtos precisam de tabela nutricional, embalagem personalizada com c\u00f3digo de barras e certifica\u00e7\u00f5es que atestem padr\u00f5es de qualidade. Dos cerca de 20 produtos da marca, apenas 4 t\u00eam tabela nutricional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para ele, falta acesso a cr\u00e9dito para ter condi\u00e7\u00f5es de escalar o neg\u00f3cio, bem como assist\u00eancia t\u00e9cnica na produ\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m na profissionaliza\u00e7\u00e3o para vencer barreiras burocr\u00e1ticas. Sem essa etapa, o acesso ao mercado tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 efetivo. A situa\u00e7\u00e3o ilustra um desafio recorrente para pequenos produtores que operam em regi\u00f5es remotas da Amaz\u00f4nia: o ecossistema de apoio institucional muitas vezes n\u00e3o alcan\u00e7a onde a produ\u00e7\u00e3o acontece, ou chega incompleto. Enquanto isso, a demanda existe. O que falta \u00e9 a ponte entre o produto e o consumidor final.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A hist\u00f3ria de Elias e da Cacau Sonho Verde ilustra como a sociobiodiversidade amaz\u00f4nica tem potencial de desenvolvimento econ\u00f4mico sustent\u00e1vel. O cupua\u00e7u \u00e9 um fruto nativo, cultivado por fam\u00edlias em sistemas regenerativos, sem desmatar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O modelo tamb\u00e9m refor\u00e7a a import\u00e2ncia das pr\u00e1ticas regenerativas nos sistemas produtivos parceiros: agricultores familiares que mant\u00eam os frut\u00edferos nativos e diversificam a produ\u00e7\u00e3o t\u00eam mais resili\u00eancia econ\u00f4mica e contribuem ativamente para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. Para Elias, o chocolate proveniente da sociobiodiversidade \u00e9 uma das linguagens com que a floresta pode falar ao mundo.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_30345\" aria-describedby=\"caption-attachment-30345\" style=\"width: 381px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-30345\" src=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Arquivo-pessoal-576x1024.jpeg\" alt=\"\" width=\"381\" height=\"677\" srcset=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Arquivo-pessoal-576x1024.jpeg 576w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Arquivo-pessoal-169x300.jpeg 169w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Arquivo-pessoal-768x1366.jpeg 768w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Arquivo-pessoal-864x1536.jpeg 864w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Arquivo-pessoal.jpeg 899w\" sizes=\"auto, (max-width: 381px) 100vw, 381px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-30345\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>Foto de capa: Excel\u00eancia Divulga\u00e7\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elias de Nazar\u00e9, fundador da Cacau Sonho Verde, em Porto de Moz (PA), aproveita am\u00eandoas que seriam jogadas fora para produzir o \u201ccupulache\u201d e gerar renda para pequenos agricultores familiares da Amaz\u00f4nia Para o consumidor comum, a semente do cupua\u00e7u n\u00e3o tem valor. 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J\u00e1 s\u00e3o mais de 25 anos de atua\u00e7\u00e3o no agroneg\u00f3cio com a consolida\u00e7\u00e3o de um modelo produtivo baseado em agricultura regenerativa, economia circular e sistemas de baixo carbono que comprova que trabalhar junto \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da natureza \u00e9 uma estrat\u00e9gia produtiva e de mercado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com in\u00edcio ainda jovem, trabalhando ao lado da m\u00e3e nas lavouras, Lucimar construiu uma carreira marcada pela especializa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e pela lideran\u00e7a em diferentes elos da cadeia do caf\u00e9. Hoje, ocupa o cargo de Diretora Executiva da Auma Agroneg\u00f3cios, onde atua na gest\u00e3o agr\u00edcola de sistemas que integram cafeicultura regenerativa, bem-estar animal e valoriza\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Formada em Administra\u00e7\u00e3o Empresarial, Seguran\u00e7a do Trabalho e Processos Gerenciais, Lucimar tamb\u00e9m \u00e9 Q Grader e Q Processing pelo Coffee Quality Institute (CQI), certifica\u00e7\u00f5es que atestam seu dom\u00ednio t\u00e9cnico sobre qualidade e processamento do caf\u00e9. Ao longo da trajet\u00f3ria, passou a ser reconhecida como uma das vozes mais ativas na defesa de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis na cafeicultura do Cerrado Mineiro, regi\u00e3o estrat\u00e9gica para a produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m da atua\u00e7\u00e3o no campo, Lucimar tem presen\u00e7a frequente em eventos do setor, onde compartilha experi\u00eancias sobre inova\u00e7\u00e3o, ado\u00e7\u00e3o de tecnologias, boas pr\u00e1ticas agr\u00edcolas e desenvolvimento profissional no agroneg\u00f3cio. Sua atua\u00e7\u00e3o extrapola a produ\u00e7\u00e3o e alcan\u00e7a o debate sobre representatividade feminina em um setor historicamente marcado pela predomin\u00e2ncia masculina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse reconhecimento ganhou visibilidade nacional quando sua imagem foi retratada em um mural do artista Eduardo Kobra, na cidade de S\u00e3o Paulo. A homenagem integrou uma iniciativa da Nespresso voltada a destacar trajet\u00f3rias que desafiam padr\u00f5es tradicionais da ind\u00fastria cafeeira e ampliam o olhar sobre sustentabilidade e diversidade no campo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A trajet\u00f3ria de Lucimar Silva reflete uma transforma\u00e7\u00e3o concreta na forma de produzir caf\u00e9, combinando efici\u00eancia produtiva, responsabilidade ambiental e valoriza\u00e7\u00e3o das pessoas envolvidas na cadeia. Um caminho que aponta para os novos contornos do agroneg\u00f3cio brasileiro diante dos desafios clim\u00e1ticos e sociais.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-27732 aligncenter\" src=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/8a5ef593-21d7-4ea7-bc74-c28dccf09280-1-1024x576.jpg\" alt=\"\" width=\"625\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/8a5ef593-21d7-4ea7-bc74-c28dccf09280-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/8a5ef593-21d7-4ea7-bc74-c28dccf09280-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/8a5ef593-21d7-4ea7-bc74-c28dccf09280-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/8a5ef593-21d7-4ea7-bc74-c28dccf09280-1-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/8a5ef593-21d7-4ea7-bc74-c28dccf09280-1.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 625px) 100vw, 625px\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-27733 aligncenter\" src=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_3048-1024x576.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_3048-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_3048-300x169.jpg 300w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_3048-768x432.jpg 768w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_3048-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_3048-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 624px) 100vw, 624px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fotos: arquivo pessoal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria de Lucimar Silva \u00e9 uma das refer\u00eancias quando se fala de incorpora\u00e7\u00e3o de novas pr\u00e1ticas de cultivo diante das press\u00f5es clim\u00e1ticas. J\u00e1 s\u00e3o mais de 25 anos de atua\u00e7\u00e3o no agroneg\u00f3cio com a consolida\u00e7\u00e3o de um modelo produtivo baseado em agricultura regenerativa, economia circular e sistemas de baixo carbono que comprova que trabalhar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":27734,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-27731","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27731","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27731"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27731\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27742,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27731\/revisions\/27742"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27734"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27731"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27731"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fera.agr.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27731"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}},{"id":27726,"date":"2026-06-03T08:00:24","date_gmt":"2026-06-03T08:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/fera.agr.br\/?p=27726"},"modified":"2026-06-03T12:09:24","modified_gmt":"2026-06-03T12:09:24","slug":"regeneracao-em-larga-escala-fortalece-posicao-da-agropecuaria-tibagi-nas-cadeias-globais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fera.agr.br\/regeneracao-em-larga-escala-fortalece-posicao-da-agropecuaria-tibagi-nas-cadeias-globais\/","title":{"rendered":"Regenera\u00e7\u00e3o em larga escala fortalece posi\u00e7\u00e3o da Agropecu\u00e1ria Tibagi nas cadeias globais"},"content":{"rendered":"<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Solo com \u00edndice 9,3 e governan\u00e7a auditada sustentam fornecimento estrat\u00e9gico para ind\u00fastrias de alimentos e valorizam produ\u00e7\u00e3o<\/span><\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na fazenda da Agropecu\u00e1ria Tibagi, no Paran\u00e1, hoje se colhe mais do que gr\u00e3os. H\u00e1 um valor imaterial que vem da lavoura que n\u00e3o \u00e9 visto a olho nu, mas que impulsiona os neg\u00f3cios e valoriza a produ\u00e7\u00e3o: o investimento em sustentabilidade. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Com mais de 100 anos de exist\u00eancia, o olhar para o meio ambiente sempre fez parte da hist\u00f3ria da empresa. As pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis foram escalonando e hoje a propriedade toda trabalha com agricultura regenerativa em larga escala, mantendo uma opera\u00e7\u00e3o altamente profissionalizada e conectada \u00e0s exig\u00eancias dos mercados internacionais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao todo, s\u00e3o aproximadamente 2.500 hectares dedicados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, com foco em soja, milho, aveia, trigo e cevada voltados principalmente \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o humana. A empresa mant\u00e9m parcerias com grandes players globais e integra cadeias produtivas de alto padr\u00e3o. Parte da cevada \u00e9 comercializada por meio de cooperativas para produ\u00e7\u00e3o de malte, e a produ\u00e7\u00e3o de aveia abastece grandes ind\u00fastrias de alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. A mat\u00e9ria-prima tamb\u00e9m integra produtos amplamente conhecidos do consumidor brasileiro, como p\u00e3es especiais e bombons achocolatados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A profissionaliza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o \u00e9 um dos pilares do neg\u00f3cio. A opera\u00e7\u00e3o conta com diversas certifica\u00e7\u00f5es de sustentabilidade e passa por auditorias semestrais, refor\u00e7ando governan\u00e7a, rastreabilidade e conformidade socioambiental, fatores cada vez mais determinantes para acessar mercados exigentes.<\/span><\/p>\n<h3><b>Solo vivo, produ\u00e7\u00e3o pujante<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um dos principais indicadores do avan\u00e7o t\u00e9cnico da fazenda \u00e9 a qualidade do solo. Avalia\u00e7\u00f5es conduzidas pela Embrapa de atividade enzim\u00e1tica (BioAS), apontaram \u00edndice 9,3, refletindo manejo consistente e foco na sa\u00fade do solo e sistema produtivo. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O resultado \u00e9 reflexo de muitos estudos. Desde 2018, a propriedade realiza an\u00e1lises metagen\u00f4micas para mapear a diversidade de bact\u00e9rias e fungos presentes no solo. A partir de 2021, intensificou estudos de atividade enzim\u00e1tica, profundidade radicular e reciclagem de nutrientes, al\u00e9m de monitorar \u00edndices pouco usuais no campo, como salinidade e poss\u00edveis n\u00edveis de intoxica\u00e7\u00e3o por fertilizantes qu\u00edmicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse conjunto de dados t\u00e9cnicos sustenta a migra\u00e7\u00e3o para um modelo regenerativo estruturado, adotado oficialmente a partir de 2021. A estrat\u00e9gia produtiva parte do conceito de diversidade: em dois anos, a fazenda cultiva ao menos cinco tipos diferentes de ra\u00edzes, repetindo no m\u00e1ximo duas vezes a mesma cultura, respeitando princ\u00edpios internacionais de diversifica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A diversidade tamb\u00e9m se aplica ao uso de bact\u00e9rias, bioinsumos e fertilizantes de origem predominantemente mineral e org\u00e2nico, escolhidos de forma criteriosa para reduzir impactos e estimular a atividade microbiol\u00f3gica. O uso crescente de biol\u00f3gicos permite economia de defensivos e maior equil\u00edbrio do sistema.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Esse olhar para a import\u00e2ncia da pluralidade atinge tamb\u00e9m a dimens\u00e3o social, incluindo valoriza\u00e7\u00e3o e diversidade entre colaboradores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m da agricultura, a empresa mant\u00e9m produ\u00e7\u00e3o de gen\u00e9tica Angus e ovinos, integrando lavoura e pecu\u00e1ria. Cem por cento da compostagem animal retorna \u00e0s \u00e1reas agr\u00edcolas, fechando ciclos produtivos e reduzindo a depend\u00eancia externa de insumos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A partir de setembro, a pecu\u00e1ria iniciar\u00e1 migra\u00e7\u00e3o completa para o sistema silvipastoril, ampliando a integra\u00e7\u00e3o entre \u00e1rvores, pastagem e animais. O movimento refor\u00e7a o compromisso com recupera\u00e7\u00e3o florestal, biodiversidade funcional e avan\u00e7o em modelos de baixo carbono, sendo que a empresa j\u00e1 integra o programa de trigo de baixo carbono da Embrapa.<\/span><\/p>\n<h3><b>Escala com regenera\u00e7\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O diferencial da Agropecu\u00e1ria Tibagi est\u00e1 na combina\u00e7\u00e3o entre escala, rigor t\u00e9cnico e inser\u00e7\u00e3o de mercado. Empresas globais de alimentos buscam fornecedores capazes de comprovar pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis com dados, rastreabilidade e auditoria. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s mais de cem anos de hist\u00f3ria, a empresa demonstra que tradi\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o podem caminhar juntas, e que regenerar \u00e9 uma estrat\u00e9gia de longo prazo, para que mais 100 anos de hist\u00f3ria de produ\u00e7\u00e3o com qualidade sejam comemorados, seguindo para gera\u00e7\u00f5es futuras.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-27727 alignleft\" src=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Foto_-Rodrigo-Arnt-1-768x1024.jpeg\" alt=\"\" width=\"368\" height=\"490\" srcset=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Foto_-Rodrigo-Arnt-1-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Foto_-Rodrigo-Arnt-1-225x300.jpeg 225w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Foto_-Rodrigo-Arnt-1.jpeg 813w\" sizes=\"auto, (max-width: 368px) 100vw, 368px\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-27728 alignleft\" src=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Foto_-Rodrigo-Arnt-768x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"370\" height=\"494\" srcset=\"https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Foto_-Rodrigo-Arnt-768x1024.jpg 768w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Foto_-Rodrigo-Arnt-225x300.jpg 225w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Foto_-Rodrigo-Arnt-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Foto_-Rodrigo-Arnt-1536x2048.jpg 1536w, https:\/\/fera.agr.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Foto_-Rodrigo-Arnt.jpg 1577w\" sizes=\"auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px\" \/><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fotos: Rodrigo Arnt<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p>Foto de capa: Henry Milleo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Solo com \u00edndice 9,3 e governan\u00e7a auditada sustentam fornecimento estrat\u00e9gico para ind\u00fastrias de alimentos e valorizam produ\u00e7\u00e3o &nbsp; Na fazenda da Agropecu\u00e1ria Tibagi, no Paran\u00e1, hoje se colhe mais do que gr\u00e3os. 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